Paulo vem seguindo ao longo dos anos este conselho dos pais, na vida pessoal e em seu trabalho na Odeprev
Paulo Tolentino em família: “zelador de futuros”
Texto: Luiz Carlos Ramos | Foto: Eduardo Moody
Ainda garoto, em Salvador, Paulo Tolentino de Souza Vieira compreendeu o conselho de seus pais: ao crescer, deveria tentar ser feliz, trabalhar e poupar para o futuro. Aos 17 anos, teve sua primeira oportunidade de trabalho, em um escritório. Formou-se administrador de empresas em 1971 na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e em 1975 ingressou na Organização Odebrecht. “Sou conhecido como o Tolentino da Odebrecht”, diz, sorrindo. “Aqui e no Brasil todo, nós, da Odebrecht, temos orgulho de ver o nome da empresa incorporado como nossos autênticos sobrenomes.”
Aos 64 anos de idade e 35 de Odebrecht, Paulo olha para o passado e agradece aos pais pelo conselho, que seguiu à risca. A filosofia de preservar o futuro tem feito parte de seu trabalho nos últimos 15 anos, com efeito multiplicador em benefício de milhares de famílias. Ele ajudou a criar, em 1995, a Odeprev Odebrecht Previdência, entidade de previdência privada que abre a integrantes da Odebrecht, ao fim de suas carreiras, a possibilidade de ampliar os ganhos garantidos pela aposentadoria oficial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Responsável pela Odeprev desde a fundação até 2010, e agora membro de seu Conselho Deliberativo, Paulo Tolentino é um zelador de futuros. E diz estar gratificado com essa tarefa: “Costumo incentivar as pessoas a aderirem ao sistema, que faz parte das bases filosóficas do fundador Norberto Odebrecht, ao lado de quem tive a honra de trabalhar. Nossa Organização entende o ser humano como o ponto de partida e de chegada de tudo o que se faz, daí o nosso plano de previdência, criado após longos e cuidadosos estudos”.
Mais de 9 mil integrantes já aderiram. “Cada participante do plano escolhe quanto deve investir mensalmente no fundo, de 1% a 12% de seu salário. É um plano flexível, em que cada um pode ‘desenhar’ o próprio programa de acumulação de patrimônio”, explica Paulo. “Com base na filosofia da Odebrecht, há parceria e apoio, mas é evitada qualquer forma de paternalismo.” Cada empresa da Organização Odebrecht em que trabalha o integrante optante do plano faz contribuições à Odeprev. “O modelo de previdência da Odebrecht tem recebido elogios no Brasil e serviu de inspiração para empresas nacionais e estrangeiras.”
Nos momentos de lazer ou nas férias, Paulo, que mora numa casa em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, gosta de viajar com a esposa, Maria Auxiliadora. “Abandono o terno e a gravata. Apreciamos muito nos misturar com a população local, conhecer as coisas típicas e experimentar comidas, como já fizemos em tantas cidades do Brasil, além de Lisboa, Buenos Aires, Jerusalém...”
Seus 35 anos de dedicação à Odebrecht incluem a atuação em canteiros de obras de hidrelétricas, edifícios e plantas petroquímicas. Paulo se lembra com especial carinho do período de 1981 a 1986, quando, integrante da Administração Central da Construtora Norberto Odebrecht, acompanhou as dinâmicas promovidas por Norberto Odebrecht, que resultaram na elaboração do livro Sobreviver, Crescer e Perpetuar, base da bibliografia que compõe a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO).
Em paralelo à trajetória na Odebrecht, Paulo atuou como professor universitário. É líder classista de âmbito nacional. Desde 2002 é dirigente da Apep (Associação dos Fundos de Pensão de Empresas Privadas), presidindo-a nos últimos seis anos.
Os três filhos de Paulo Tolentino já recolhem economias para previdências privadas específicas: Bruno, 35 anos, veterinário; Marcelo, 33, arquiteto, e Ricardo, 30, administrador de empresas. Ricardo trabalha na Odebrecht, na área de contas a pagar nas obras de extensão do Metrô de Porto Alegre, e está inscrito na Odeprev. Seus contatos com o pai, via celular e e-mail, são frequentes. “Sou conselheiro”, diz Tolentino.
Os pais, e primeiros conselheiros de Tolentino, viveram para acompanhar o sucesso do filho. A mãe, Edith Tolentino de Souza Vieira, faleceu em 2010, aos 92 anos. Foi enfermeira do pós-guerra na Amazônia e posteriormente, na Bahia, nutricionista e professora universitária, tendo sido a primeira mulher a dirigir uma faculdade na UFBA, a de Nutrição. O pai, Oldegar Franco Vieira, bacharel em Direito, professor, um dos fundadores da UFBA e membro da Academia de Letras da Bahia, despediu-se em 2006, aos 91. Uma das paixões de Oldegar, desde jovem, era fazer versos curtos, do gênero haicai, de origem japonesa, que lhe renderam livros no Brasil e uma comenda do Japão, outorgada em 1995 pelo imperador Akihito – a Ordem do Tesouro Sagrado do Império Japonês. Dois versos haicais de Oldegar têm a ver com a previdência privada a que Paulo se dedica:
Já secas e mortas/
Mas ao vento em revoadas,/
Serão folhas mortas?
...
Lanterna de pedra./
Quando apagada, mais viva/
Sua luz eterna.
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Paulo Tolentino em família: “zelador de futuros”
Paulo Tolentino no ambiente de trabalho: “zelador de futuros”