O engenheiro civil Romildo José Santos, 59 anos, é Diretor-Superintendente do Prosub, projeto da Marinha brasileira no qual a Odebrecht e a empresa francesa DCNS construirão, em parceria, quatro submarinos convencionais e um com propulsão nuclear. Na Organização há 36 anos, Romildo é um aficionado por engenharia e por fatos que marcaram a História, sobretudo pela Segunda Guerra Mundial, “por sua importância para os rumos da humanidade em termos políticos e tecnológicos”, destaca.
Em dezembro de 1974, aos 23 anos, recém-graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele ingressou na Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), como engenheiro-assistente, no Setor de Obras Civis do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão). Concluído o projeto, Romildo atuou como gerente de contrato do Metrô do Rio de Janeiro, na Ferrovia do Aço, na mina de Carajás e no Sambódromo do Rio, obra realizada em apenas 90 dias. Engenheiro por formação e vocação, Romildo sempre buscou amparar suas ações em conceitos, atuando também como educador das novas gerações.
Essas características, que Romildo cultivava antes mesmo de conhecer os princípios sistematizados da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), leva-ram-no a ser convidado, em 1985, por Pedro Novis, então Líder Empresarial da CBPO, para auxiliar no processo de integração da CBPO à Odebrecht. Transferiu-se para São Paulo.
Por três anos, Romildo trabalhou nos programas de Engenharia e de Pessoas e Organização. Em 1998, concluída a integração das duas empresas, retornou à linha de empresariamento, como Diretor-Superintendente da área de São Paulo. Nesse período, foi responsável por grandes projetos nos segmentos rodoviário, metroviário e ferroviário, entre outros.
Em 1998, Romildo assumiu um novo desafio, como Responsável por Apoio em Desenvolvimento de Negócios do então novo Diretor-Superintendente de São Paulo, Benedicto Júnior, dentro do processo de sucessão de gerações, que é contínuo na história da Odebrecht.
No início de 2009, Benedicto Júnior, Líder Empresarial da Odebrecht Infraestrutura, convidou Romildo a liderar o Prosub, no Rio. De volta à cidade natal, depois de 25 anos em São Paulo, ele se sente em casa. “Já me sentia um paulista típico”, brinca. O trabalho atual exige dele disposição de, constantemente, conciliar as diferenças de cultura entre sócio, cliente e Organização.
O Prosub é a maior obra civil já executada para a Marinha do Brasil, incluindo a instalação de uma base naval e um estaleiro em Itaguaí (RJ). O projeto prevê transferência de tecnologia da DCNS para a Marinha e a operação da ICN (Itaguaí Construções Navais), associação entre Odebrecht e DCNS, para a montagem dos submarinos. Para administrar esse complexo projeto, a Odebrecht e a DCNS constituíram o Consórcio Baía de Sepetiba, do qual Romildo é o Presidente.
Instalado em seu recém-inaugurado escritório, com a vista da enseada de Botafogo ao fundo, Romildo, carioca de Ipanema, é um homem de paz. “A única guerra saudável que eu conheço é a do mercado”, diz ele. Leitor obstinado de livros de História, Romildo leu e releu várias vezes A Arte da Guerra, um tratado militar escrito no século IV pelo estrategista Sun Tzu. Outro livro que ele folheia com frequência é O Príncipe, texto do século XVI sobre a arte da política, escrito pelo filósofo Nicolau Maquiavel. Tais leituras o agradam tanto que ele faz questão de compartilhá-las com os amigos, o que explica o fato de as duas obras repousarem na cabeceira das camas dos quartos de hóspedes sempre que recebe convidados em sua casa. “Conhecimento é sempre o melhor presente que se pode dar”, diz ele.
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Romildo: “Conhecimento é sempre o melhor presente que se pode dar”
Sambódromo do Rio de Janeiro em 1984, ano de sua inauguração