22 de maio de 2013
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GIANINA E MONICA
Vocação de líder
Elas começaram juntas na Odebrecht Peru, ganharam experiência, se desenvolveram e hoje coordenam equipes
Gianina: “Encontrei minha profissão”
Monica: atuando no “setor real”
Texto: Leonardo Maia | Fotos: Edu Simões & Acervo Odebrecht

O ano de 2005 foi decisivo nas vidas de Gianina Castro e Monica Calderón. Foi quando elas começaram a trabalhar na Odebrecht Peru. As duas precisaram de pouco tempo para crescer na empresa e hoje lideram equipes. Monica, de 33 anos, deixou o mercado financeiro a que tanto se dedicava para trabalhar no que ela chama de “setor real”, mais especificamente em Engenharia e Construção. Gianina, 36 anos, largou um emprego de apenas dois meses e não precisou de muito tempo para trocar os serviços de secretaria pela área administrativa.

O telefone de Gianina não para de tocar, ligações e e-mails entram no seu smartphone numa velocidade frenética. Sempre com um sorriso no rosto, ela atende a todos e organiza o dia a dia de um escritório que reúne 200 pessoas. Quando entrou na Odebrecht, para trabalhar na recepção do escritório central do Peru, em Lima, ela não imaginava que tão rapidamente conquistaria um cargo de liderança. Hoje ela é a responsável pela área de Serviços Gerais e tem 11 pessoas sob sua coordenação.

Ao puxar um pouco pela memória, Gianina se recorda com precisão da data em que entrou na Odebrecht: 17 de janeiro de 2005. Ela ri quando lembra que, ao fim da primeira entrevista, já foi convocada para trabalhar no dia seguinte. Teve que pedir somente um dia a mais para se organizar. “Eu ia trabalhar na área de propostas, mas acabei ficando na recepção por quatro meses. Em seguida passei a ser secretária da área de Planejamento, Administração e Pessoas. Nessa época, o escritório só tinha 31 pessoas trabalhando”, relembra.

Em janeiro de 2008, Gianina foi convidada a assumir a área de Serviços Gerais e começou já com aquele que considera o seu maior desafio: participar da montagem do novo escritório da Odebrecht, no bairro de San Isidro. “Aprendi todo o processo, estive quatro meses acompanhando o trabalho. A área de investimentos vai para um novo local e o que aprendi na primeira vez está me ajudando muito na coordenação desse trabalho.”

Incentivada pelo Responsável por Pessoas e Organização da Odebrecht Peru, Edson Lemos, Gianina voltou à universidade. Está no sétimo semestre do curso de Administração. “Encontrei minha profissão”, ela diz. “Antes eu tinha feito um curso de assistente administrativa, mais focado no trabalho de secretária. Tenho dois filhos e sou casada há 13 anos, tive que me organizar com minha família para encarar esse novo desafio da universidade. Hoje eles me apoiam muito. Às vezes é difícil, sobretudo na época dos exames, mas estou avançando bastante e tratando de dar o meu melhor.”

Os desafios de Monica Calderón não foram menores. Com a experiência adquirida nos seus anos em instituições financeiras, ela foi contratada para trabalhar no fechamento financeiro das então recém-conquistadas obras das rodovias IIRSA Norte e IIRSA Sul. Ela soube da vaga por meio de uma amiga que trabalhava na Graña y Montero, construtora peruana parceira da Odebrecht na IIRSA Sul.

Acostumada a empresas de processos muito rígidos, Monica se surpreendeu. “A primeira coisa que percebi na Odebrecht foi a saudável informalidade. Entendi que a confiança nas pessoas permitia isso. Fui entrevistada e, ao fim, me perguntaram quando eu podia começar. Não tive que fazer uma série de testes. Então resolvi mudar. O programa era muito bom e a equipe também”, avalia.

Dos tempos que trabalhava em grandes bancos, Monica trouxe também a facilidade em aprender línguas. Não demorou muito para querer falar o português. “Quando se estuda o idioma, se estuda mais que uma língua, entende-se a personalidade de um povo. Percebi que precisava aprender o português para seguir crescendo, mesmo que os brasileiros digam que não é necessário. Tenho um relacionamento diário com a matriz e facilita muito saber o idioma.”

Depois do período nas IIRSAs, Monica foi chamada para se juntar à equipe do então Responsável Financeiro da Odebrecht Peru, Nelson Bulhões. Ele precisava identificar um substituto e ao assumir como Diretor Financeiro deixou Monica no cargo de gerente. Antes disso, mais uma reviravolta em sua vida: seu líder anterior, o Diretor de Investimentos Luis Fernando de Santos Castro, afirmou que, para mudar de área, ela precisava formar alguém. Depois de enviar uma série de currículos, todos negados por Luis Fernando, ela descompromissadamente disse que a única pessoa que conhecia com as características buscadas era seu marido, Juan Carlos Cabrejos. “Fiquei surpresa, pois Luis Fernando pediu para eu convidá-lo. Tive que convencer meu marido a mudar de trabalho e me substituir. Ele topou e hoje trabalha com outro Diretor de Investimentos, Eleuberto Martorelli, atual líder das IIRSAs e que mira o mercado de transportes.”

Com cinco anos de casa e com vontade de continuarem crescendo, Monica e Gianina se amparam na Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO) para trilharem caminhos de sucesso. “Tive sorte de trabalhar com pessoas que valorizam a TEO, que é um reflexo dos valores que trago de minha casa. Uma das coisas que mais me chamam a atenção é a ambição de propósitos; tudo depende de nós e de nossa vontade de vencer”, diz Gianina. Monica também destaca a importância da TEO: “Meu crescimento foi muito rápido, pois as oportunidades estão todas aí, é só você querer que as coisas acontecem”.
Galeria de Fotos
  • Gianina: “Encontrei minha profissão”
    Gianina: “Encontrei minha profissão”
  • Monica: atuando no “setor real”
    Monica: atuando no “setor real”
  • Monica na época de seu ingresso na Odebrecht
    Monica na época de seu ingresso na Odebrecht



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