19 de maio de 2013
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ESTADOS UNIDOS
Um permanente espírito de renovação
Odebrecht completa 20 anos de atuação no país consolidada como empresa local e recebendo importantes reconhecimentos pela qualidade de seu trabalho
Jorge (à esquerda) e Carlos: jovens integrantes com a missão de assegurar o futuro da Odebrecht nos Estados Unidos
Texto: Cláudio Lovato Filho

A motivação está na voz, no olhar, nos gestos. Aos 33 anos, o colombiano-norte-americano Jorge Enrique Mendoza é Gerente de Projeto de uma das cinco obras da Odebrecht em andamento hoje nos Estados Unidos: o Airport Link Metrorail Connector, trecho elevado de 4 km de extensão que fará a ligação da malha metroviária de Miami ao Aeroporto Internacional. “Quando eles me convidaram para assumir esse cargo, em abril de 2009, eu pensei: ‘Estão malucos!’.” Mas Jorge sabia que aquilo nada tinha a ver com loucura e sim com ampliar o desafio de um dos jovens responsáveis pela continuidade do crescimento da Odebrecht nos Estados Unidos, onde a empresa chegou há exatos 20 anos.

Jorge está ajudando a desenhar a face contemporânea da presença da Odebrecht na maior economia do mundo. “Precisamos lançar os jovens, dar contínuos desafios a eles, o futuro da empresa está nas mãos deles”, diz Gilberto Neves, Diretor-Superintendente (DS) da Odebrecht nos Estados Unidos. Ele viveu isso na pele. Era um jovem engenheiro de 31 anos quando chegou aos Estados Unidos em janeiro de 1991, procedente do Peru, para ajudar a estruturar a Odebrecht no país. Chegou para ficar três meses. Não saiu mais. Sua primeira obra como Diretor de Contrato foi a construção do Cargo Building, prédio de cargas da American Airlines, a primeira obra da Odebrecht no Aeroporto Internacional de Miami, realizada para o Condado de Miami-Dade. A atuação da Odebrecht no Aeroporto de Miami é emblemática da história da empresa nos Estados Unidos. Até o momento, foram 13 contratos, com destaque para a construção do Terminal Sul e a ampliação do Terminal Norte, obra em fase de conclusão. “Chegamos a ter sete obras em execução simultaneamente no aeroporto”, relembra Gilberto, que se tornou DS em 2005, substituindo Luiz Rocha, hoje Líder Empresarial da Odebrecht Internacional.

Foi, portanto, um Gilberto Neves compreensivelmente emocionado que subiu ao palco do Adrienne Arsht Center for the Performing Arts, na noite de 13 outubro, para agradecer a todos os que participaram e participam da trajetória de duas décadas da Odebrecht nos Estados Unidos. Ali, naquele complexo de artes construído pela empresa no centro de Miami, o aniversário foi celebrado com um show de artistas locais, assistido por clientes, parceiros e integrantes, entre os quais Marcelo Odebrecht, Diretor-Presidente da Odebrecht S.A., Bernardo Gradin, Líder Empresarial da Braskem, e membros do Conselho de Administração da Odebrecht S.A. “A chegada a estes 20 anos significa apenas que atingimos um novo patamar para continuarmos a crescer”, afirma Gilberto.

Há exatos 20 anos, Luis Oswaldo Leite chegou aos Estados Unidos com a missão de plantar as primeiras sementes da Odebrecht no país. Depois de 30 anos de trabalho na Organização, ele se desligou em 2002 para se dedicar a um negócio próprio. Luis Oswaldo analisa: “A ida da Odebrecht para os Estados Unidos foi fruto de uma decisão empresarial tomada no momento certo. Fomos para aprender, mas para aprender fazendo. O espírito era o de fazer a presença da Odebrecht no país dar certo, em um projeto de longo prazo. Fico feliz por ver a empresa na condição em que se encontra hoje”.

Consolidada como empresa local, a Odebrecht vê essa condição se aprofundar e ser reconhecida a cada dia. Por dois anos consecutivos, em 2009 e 2010, foi eleita pela revista Florida Trend uma das melhores empresas para se trabalhar na Flórida. Empresa local e em expansão. Dando sequência à sua estratégia de crescimento, ampliou presença na Louisiana (veja quadro sobre obras em andamento) e estuda a possibilidade de participação em projetos no Texas. Também vem conquistando importantes reconhecimentos na área de qualidade, saúde, segurança no trabalho e meio ambiente, como a certificação Voluntary Protection Program (VPP), o mais alto reconhecimento relacionado à segurança no trabalho concedido pela OSHA.

“Buscamos um crescimento natural, com novos clientes que nos possibilitem agregar valor a seus projetos, e formando novos empresários, bem preparados, motivados e integrados”, destaca Luiz Rocha, Líder Empresarial da Odebrecht Internacional, à qual a Odebrecht Estados Unidos está vinculada. Luiz era um dos participantes da celebração dos 20 anos, em Miami. Foi um momento especial para ele, que chegou aos Estados Unidos em 1996. Primeiramente, liderou a Odebrecht em sua atuação na Califórnia, à época a cargo da CBPO of America. A Odebrecht construía então a Barragem de Seven Oaks, no Condado de San Bernardino, obra do US Army Corps of Engineers. Dois anos depois, Luiz se transferiu para Miami, onde tinha sede a Odebrecht Contractors of Florida (OFL). Ele liderou o processo de unificação das duas subsidiárias da Construtora Norberto Odebrecht. “Sempre buscamos conquistar a confiança dos nossos clientes, fomos persistentes nisso”, salienta, referindo-se ao que, em sua análise, tem sido o principal motivo do crescimento da Odebrecht nos Estados Unidos. “Superamos nossos obstáculos agregando valor aos clientes e às comunidades, praticando os princípios da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), que é o que nos diferencia.”

Paulo Suffredini, outro pioneiro da Odebrecht nos Estados Unidos, também trabalhou na Califórnia e na Flórida, entre 1992 e 2008. Hoje está em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Paulo foi um dos principais condutores da relação entre a Odebrecht e o Exército Americano, iniciada com a construção de Seven Oaks e que, mais adiante, levou a empresa a Nova Orleans, na Louisiana, onde executou (e segue executando) obras de construção e reconstrução do extenso e vital sistema de diques que protege a cidade. Levou também à atuação da Odebrecht no Iraque. “Nossa relação com o Exército e com todos os nossos clientes sempre foi de profundo respeito por eles, com base na realização de serviços de qualidade, dentro dos prazos pactuados e com completa segurança”, destaca Paulo. “Queríamos compartilhar os sonhos dos nossos clientes, servi-los da melhor forma possível e conseguimos isso através da prática da TEO.”

Em 20 anos de atuação nos Estados Unidos, a Odebrecht realizou obras nos seguintes estados: Flórida, Califórnia, Louisiana, Carolina do Norte e Carolina do Sul.

Desde a execução da primeira obra nos Estados Unidos – a construção de um trecho do Metromover, o metrô de superfície de Miami, iniciada em 1991 –, o pensamento dos pioneiros da Odebrecht era o de plantar as bases para o crescimento e a permanência da Odebrecht no mercado mais competitivo do planeta. Marcos Tepedino chegou aos Estados Unidos em 1991, participou da obra do Metromover e de diversas outras no Estado da Flórida; esteve em Djibuti, na Venezuela, na Líbia e retornou a Miami em agosto de 2009. Hoje responsável por projetos de infraestrutura da Odebrecht nos Estados Unidos, ele relembra: “Havia muita vontade de dar certo, estávamos chegando para ficar, como é sempre o objetivo da Odebrecht. Os clientes logo perceberam que nos diferenciávamos pela prática da TEO. A relação que se constrói é o que fica. A relação é o que faz a diferença. Nossa imagem é a de uma empresa que trabalha junto com o cliente. A Odebrecht construiu uma reputação nos Estados Unidos”.

Daphne Di Pasquale vem assistindo de perto, e com olhos de integrante local, o erguimento dessa reputação. Há muito tempo. Ela foi uma das primeiras profissionais norte-americanas contratadas pela Odebrecht. Em junho de 1991, foi selecionada por Gilberto Neves para uma vaga de recepcionista no escritório de Miami. Hoje é Responsável por Pessoas. “A Odebrecht trouxe consigo a cultura brasileira, abraçou os Estados Unidos e nos tornou melhores”, diz Daphne. “É um privilégio para mim fazer parte desta empresa.”

Obras em andamento nos Estados Unidos

Esse é um sentimento compartilhado pelo engenheiro Carlos Nuñez, 31 anos, superintendente nas obras do MIA Mover, obra que levará o sistema de metrô para dentro do Aeroporto Internacional de Miami, a partir de sua conexão ao projeto do Airport Link. Nascido em Tampa, na Flórida, Carlos teve seu primeiro contato com a Odebrecht aos 16 anos. Seu pai, Charlie Nuñez, hoje Gerente de Engenharia em Nova Orleans, apresentou-lhe a empresa, e Carlos, ainda adolescente, tornou-se estagiário, ajudando carpinteiros, pedreiros e outros profissionais nos canteiros do aeroporto. Em 2005, assumiu sua primeira obra como engenheiro, o Performing Arts Center. “A dedicação ao desenvolvimento das pessoas, o oferecimento a elas de oportunidades de crescimento e a confiança nos jovens são os principais motivos do crescimento da Odebrecht nos Estados Unidos”, opina Carlos, em um português perfeito. “Recebemos desafios e temos o apoio dos nossos líderes”, ele acrescenta, capacete nas mãos e sorriso no rosto.
Galeria de Fotos
  • Jorge (à esquerda) e Carlos: jovens integrantes com a missão de assegurar o futuro da Odebrecht nos Estados Unidos
    Jorge (à esquerda) e Carlos: jovens integrantes com a missão de assegurar o futuro da Odebrecht nos Estados Unidos
  • A partir da esquerda, Bill Johnson, Diretor do Porto de Miami; Gilberto Neves; George Burgess, County Manager (Gerente) do Condado de Miami-Dade; Carlos Alvarez, Prefeito do Condado de Miami-Dade; Marcelo Odebrecht e Steve Halverson, Presidente e CEO da The Haskell Company
    A partir da esquerda, Bill Johnson, Diretor do Porto de Miami; Gilberto Neves; George Burgess, County Manager (Gerente) do Condado de Miami-Dade; Carlos Alvarez, Prefeito do Condado de Miami-Dade; Marcelo Odebrecht e Steve Halverson, Presidente e CEO da The Haskell Company



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