18 de maio de 2013
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FOZ DO BRASIL
Relação pessoal
Empresa de abastecimento de água e saneamento, a Foz do Brasil beneficia diretamente 4,5 milhões de pessoas
Integrante da Foz do Brasil nas instalações da empresa em Limeira: elevados índices de aprovação dos serviços
Texto: Milton Gerson | Fotos: Luciano Andrade

As visões alarmistas de um mundo sem água, o modismo ambiental ou ainda a simples oportunidade de entrar em um setor de grande potencial não foram os fatores que levaram a Organização Odebrecht a criar, em 2007, uma empresa dirigida a investir em ativos e serviços ambientais.

A Foz do Brasil nasceu da convicção de que as enormes necessidades de investimento e eficiência da operação em sistemas de água possibilitam contribuir para a preservação da água e do meio ambiente, servindo aos clientes com infraestruturas modernas e adequadas e atendendo às populações com serviços de qualidade, gerando retorno aos seus acionistas.

Essa visão, associada à possibilidade de a Foz do Brasil crescer explorando a base geopolítica da Organização Odebrecht e as sinergias operacionais com Cetrel, Braskem, Quattor e empresas de Engenharia & Construção da Organização, pautou o Plano de Ação da empresa e seu crescimento nos três primeiros anos de operação.

Em 2009, os planos de expansão da Foz do Brasil viabilizaram-se com a associação com o FI-FGTS (Fundo de Investimento em Infraestrutura), que detém 26,53 % do capital da empresa, e busca, com esse tipo de investimento, melhorar o rendimento dos recursos do trabalhador brasileiro depositados no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. A associação Odebrecht e FI-FGTS, portanto, converge na visão do investimento de longo prazo.

No mundo, há várias regiões em desequilíbrio hídrico, com grande densidade populacional e pouca fonte de água disponível, enquanto outras apresentam muita oferta de água e baixa densidade demográfica. O desafio é tratar, transportar e otimizar a água dentro de um contexto de equilíbrio. “Não temos uma perspectiva catastrófica, de caos, de falta de água no mundo, mas de que esse é um recurso que de fato precisa ser mais bem cuidado. E a Foz do Brasil a cada dia está se aprimorando para esse desafio”, salienta o Líder Empresarial da Foz, Fernando Santos-Reis.

A participação de empresas privadas no setor ainda é pequena diante dos desafios do país, que necessita, segundo o próprio Governo, de mais de R$ 200 bilhões para levar a cada lar brasileiro os serviços de água e de coleta e tratamento de esgoto. No entanto, a maior contribuição que a Foz do Brasil pode oferecer, como uma das líderes desse setor, é investir e operar sistemas com eficiência, influenciando o setor e o país pelo exemplo.

Em 2011, a empresa produzirá 195 milhões de litros de água potável por dia; tratará e reutilizará 963 milhões de l/dia de água industrial; coletará e tratará 345 milhões de l/dia de esgotos domésticos e industriais. Só na atividade de coleta e tratamento de esgotos, a Foz do Brasil faz com que 110 t/dia de matéria orgânica deixem de ser lançadas em rios, lagoas e praias.

Conhecimento e sinergia
As regiões do Hemisfério Sul que são carentes de investimentos de água, ainda com infraestrutura a ser desenvolvida, são lugares onde a Odebrecht está presente: América Latina e África.

Hoje, a Foz atua em todas as etapas do ciclo da água. A empresa tem ativos e negócios que tratam de captação; reserva; distribuição; cobrança; tratamento da água servida; utilização de água de reúso, a partir dos esgotos tratados, para fins industriais, e a consequente disposição final e correta do recurso em bacias hidrográficas, rios e oceanos.

No setor industrial, também prevalece o princípio da preservação da água. Em todas as etapas, como na reutilização de águas para o resfriamento de máquinas e outras finalidades, a Foz tem experiência para atuar. “Com diferentes modalidades contratuais e características de negócios e, inclusive, tecnologias distintas, queremos estar na vanguarda de tudo que signifique o manejo do recurso água”, afirma Santos-Reis.

Investimentos
A Foz já direcionou, desde que foi criada, mais de R$ 4 bilhões de investimentos no seu portfólio. No planejamento para o triênio 2011-2013, a empresa deverá dedicar outros R$ 8 bilhões. De acordo com Ticiana Marianetti, Responsável por Finanças, o investimento previsto para 2011 é de R$ 800 milhões. “São investimentos de longo prazo e o payback (retorno para os investimentos) médio é de 15 anos”, explica.

A Foz do Brasil tem uma carteira de contratos com prazo médio de 24 anos. Em 2010, a receita líquida da empresa chegou a R$ 804 milhões, mais que o dobro do ano anterior. Segundo Ticiana, a expectativa é obter, em 2011, um faturamento de R$ 1,3 bilhão. Desse total, cerca de 60% estão baseados em operações no segmento de Água, 30% na atuação com as Plantas Industriais (terceirização de Centrais de Utilidades para indústrias) e 10% nas operações de Serviços Ambientais.

De acordo com Fernando Reis, o principal desafio da empresa não está na busca de recursos, uma vez que existe grande disponibilidade deles no mercado financeiro. “O desafio está na nossa capacidade de formar e integrar novos empresários parceiros que possam servir e atender às comunidades a partir dos princípios da TEO (Tecnologia Empresarial Odebrecht)”, diz. Em 2008, no início das atividades da empresa, eram oito empresários parceiros. Em 2010, já eram 30. “Tivemos que, ao longo do ano passado, lançar, formar e integrar 10 empresários sobre uma base de 20. Este ano temos o desafio de integrar e formar outros 10”, acrescenta.

Sustentabilidade
Enquanto a sociedade e o mundo corporativo discutem exaustivamente o tema sustentabilidade, a Foz do Brasil, por ser uma empresa cujo negócio é o manejo dos recursos hídricos, vê o tema de uma posição mais favorável que as companhias cujas atividades impactam negativamente no meio ambiente. Esse diferencial permite à Foz ousar na concepção de sua de Política de Sustentabilidade, que está baseada em três pilares: universalização, eficiência e valorização.

“No momento em que estamos atendendo a 100% de uma população com água potável e esgoto tratado, cumprimos o compromisso com a universalização de serviços que têm relação direta com a saúde e qualidade de vida da população”, diz Renato Medeiros, Responsável por Engenharia.

A eficiência, ele explica, é um ponto sensível nas operações de água e esgoto do país. O consumo médio para uma casa de três a quatro pessoas hoje, no Brasil, é de 500 litros/dia. Na realidade brasileira, para que essa quantidade de água chegue até o ponto de abastecimento é preciso captar 1.000 litros no rio, ou seja, há uma perda de 50% dessa água, desde o momento em que ela é captada até o ponto de consumo final.

“Quando alcançamos nosso padrão de eficiência, esses mesmos 500 litros chegam à residência do cidadão, com a captação de apenas 600 litros. Assim, são economizados 400 litros todos os dias para cada residência, recurso que deixa de ser retirado da natureza e fica disponível para servir a mais pessoas”, salienta Medeiros.

O elemento que completa o tripé da sustentabilidade, a valorização, tem significado amplo, segundo Renato Medeiros. Refere-se tanto ao valor agregado à sociedade pela preservação da água (para consumo da população e para a atividade produtiva) quanto à valorização da empresa perante seus acionistas, de modo que se possa permanentemente reinvestir seus resultados em novos projetos.

Medeiros aponta também para importância de conjugar os benefícios da sustentabilidade à satisfação e à excelência no atendimento aos clientes, sejam eles o Poder Concedente ou a população. “O atendimento de qualidade em nossas concessionárias, por meio do serviço 0800 e dos locais de atendimento ao público, completam nossos indicadores de eficiência operacional.”

Segundo Fernando Reis, a Foz do Brasil se insere no contexto de otimização e de aumento do ciclo de um recurso finito. “O que é hoje um debate pertinente da sociedade faz parte do dia a dia das nossas ações e dos nossos negócios.”

Inovações tecnológicas
O avanço do conhecimento das equipes da Foz tem possibilitado à empresa capacitar-se para o domínio de inovações tecnológicas como produção de água para fins industriais a partir do reúso do esgoto doméstico e dessalinização da água do mar. Segundo Renato Medeiros, a dessalinização ainda é custosa e pouco utilizada por sua alta exigência de investimento e complexidade operacional, mas pode ser a saída, no futuro, para a potabilidade em regiões onde não existam mananciais de água doce disponíveis.

De acordo com Fernando Reis, em um país como o Brasil, com mais de 5.500 municípios, o setor privado tem muito a complementar o setor público. E o processo natural de superação dentro da Organização Odebrecht está efetivamente demandado pelas necessidades do segmento em que a Foz atua.

Números da Foz do Brasil

”É por esse motivo que estaremos sempre empenhados em buscar novas tecnologias, sendo criativos nas soluções inovadoras para trazer melhores resultados para as populações que a gente serve e para aquelas que viremos a servir”, complementa.
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  • Unidade móvel da Foz: informação para a comunidade
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