19 de maio de 2013
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ENGENHARIA SUBMARINA
Hora do mergulho
Odebrecht Óleo e Gás diversifica seus negócios e passa a atuar no segmento subsea

Texto: Edilson Lima

A Odebrecht Óleo e Gás (OOG) está diversificando seus negócios. Em 30 de novembro de 2010, constituiu um consórcio com a Acergy, empresa que acaba de se fundir com a Subsea 7 (passando a adotar o nome Subsea 7), para a construção e instalação, para a Petrobras, de um gasoduto submarino de 150 km no Espírito Santo.

O consórcio será responsável pelo gerenciamento do projeto, pela engenharia, compra, fabricação e logística. O valor do contrato (correspondente aos serviços do consórcio) é de US$ 90 milhões. Os serviços de mergulho de pessoas e equipamentos, a instalação do gasoduto e as atividades de pré-comissionamento do sistema serão de responsabilidade exclusiva da Subsea 7.

Os tubos serão fornecidos pela Petrobras e transportados pelo consórcio para o Porto de São Sebastião, em São Paulo. Do porto, serão levados por balsas até o local da instalação. O início dos lançamentos está previsto para o fim de 2011. “Nossa atuação, neste projeto, é de gerenciamento. Serão cerca de 60 profissionais em ação”, destaca Eduardo Lavigne, Gerente de Projetos da OOG. Até o término dos 18 meses de contrato, serão geradas cerca de 450 oportunidades diretas de trabalho, para brasileiros e estrangeiros, em virtude do número de fornecedores de equipamentos.

Pré-sal faz crescer demanda
Com a descoberta da camada de pré-sal no Brasil, a demanda por serviços de engenharia submarina tenderá a crescer a cada ano. Segundo estudos da UBS (empresa de atuação global com sede na Suíça e que realiza pesquisas e presta serviços na área financeira), o pré-sal exigirá investimentos de aproximadamente US$ 600 bilhões. Desse total, estima-se que 30% serão para o segmento subsea. Entende-se como subsea tudo o que engloba os serviços e equipamentos das estruturas submarinas responsáveis pela exploração e produção de óleo e gás situadas entre o leito marinho e a superfície.

Segundo o plano de investimentos da Petrobras, a empresa investirá US$ 108 bilhões até 2014 na exploração e produção de petróleo. Aproximadamente US$ 40 bilhões serão destinados ao segmento subsea.

A entrada da OOG nesse novo negócio é fruto do sonho de participar de um mercado muito qualificado e até hoje dominado por empresas estrangeiras. Partindo da experiência de mais de 30 anos da Odebrecht em operações offshore, foram feitas análises detalhadas do mercado desde o fim de 2009, para que, então, fosse montada uma estratégia de ação, o que incluiu a busca de um parceiro tecnológico que valorizasse os esforços da OOG.

“A Subsea 7 é uma empresa com grande experiência no mercado da engenharia submarina. Não temos dúvida de que essa caminhada conjunta nos trará um grande aprendizado”, diz Ricardo Viana, Diretor de Contrato da OOG.

A OOG torna-se, assim, a primeira empresa brasileira a investir efetivamente no mercado subsea, competindo com os big players mundiais desse segmento. “Ser pioneiro tem vantagens, por um lado, e novos desafios, por outro lado. Pretendemos conquistar nosso espaço, sem nos descuidarmos da segurança empresarial”, salienta Ricardo Viana. Ele acrescenta: “O mercado da engenharia submarina representa uma enorme oportunidade para servirmos aos nossos clientes e contribuirmos para o desenvolvimento dos trabalhadores brasileiros”.


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